Walt Disney faliu algumas vezes.

E mesmo assim deu certo...

Quando pensamos em Walt Disney, a imagem que vem à mente é provavelmente a de um:

Um visionário genial.

Um criador incansável.

Um cara que transformou animações infantis em um império bilionário.

Mas antes disso tudo, ele era só um cara quebrado, tentando fazer arte enquanto acumulava dívidas monstruosas.

Olhando hoje, parece que ele teve um toque de Midas. Mas a realidade? O primeiro estúdio dele foi um fracasso.

E talvez você nem sabia disso.

Ele investiu, contratou equipe, criou conteúdos incríveis para... quebrar.

Mais tarde, quando finalmente conseguiu seguir adiante, esbarrou em outro problema:

Suas animações, apesar da qualidade, eram caras demais e quase impossíveis de financiar sem vender a alma.

Tudo isso levou a ele a chegar em 1930 com mais de 400 curtas animados.

A maioria era boa.

Mas financeiramente? Foram um desastre.

O cara estava exausto, sem dinheiro, e em vias de ser só mais um nome esquecido da indústria.

Aí veio algo que mudou tudo:

Branca de Neve e os Sete Anões.

O filme arrecadou 8 milhões de dólares em apenas seis meses — uma quantia absurda para a época.

Pagou todas as dívidas do estúdio.

Garantiu bônus para a equipe.

Permitiu a construção de um novo estúdio em Burbank, onde a Disney ainda está até hoje.

Agora vem a parte que ninguém gosta de lembrar:

Walt Disney criou centenas de horas de conteúdo antes de acertar em um único filme que fez toda a diferença.

Centenas.

Não uma tentativa.

Não dez.

Não aquele post que você fez ontem e flopou.

Centenas.

E é aqui que entramos no assunto que realmente interessa.

Qualidade não vem antes da quantidade.

Todo mundo quer criar um conteúdo impecável.

O post perfeito.

O vídeo que viraliza.

O carrossel que gera milhares de salvamentos.

E aí vem o paradoxo: a única forma de chegar nesse nível é errando miseravelmente antes.

A história da Disney deixa isso bem claro: antes de chegar na qualidade, você precisa passar pela quantidade.

O problema é que ninguém quer passar pela fase onde as criações não são incríveis, os posts não engajam e os vídeos têm mais moscas do que views.

É desconfortável.

Você tem medo de tentar.

Parece que você está jogando esforço no lixo.

Mas essa é a única estrada possível.

O Walt Disney dos anos 1920 não tinha condições de fazer Branca de Neve.

Ele precisou errar por anos, fazer curtas que ninguém lembra, quebrar financeiramente, até finalmente criar algo que mudou tudo.

Agora, me diz: qual foi a sua desculpa mesmo para querer desistir depois de três conteúdos que floparam?

Criar conteúdo é um jogo de resistência.

Os maiores criadores que você vê hoje — aqueles que você admira, que parecem ter uma habilidade absurda — já erraram mais vezes do que você sequer tentou.

A diferença entre eles e a maioria?

Eles continuaram, mesmo quando ninguém assistia.

E antes que alguém venha com o argumento de que "hoje tudo é mais rápido", deixa eu te lembrar de um detalhe:

A internet reduziu o tempo de exposição, mas não eliminou o processo de aprendizado.

Ninguém pula etapas.

Se você acha que seu primeiro vídeo vai ser incrível, que seu primeiro post vai engajar ou que seu primeiro lançamento vai ser um sucesso...

Bom, eu tenho um estúdio falido dos anos 1920 pra te vender.

A dura verdade

Se você quer resultados, precisa de paciência para sobreviver à fase inicial onde ninguém se importa com o que você faz.

Se Walt Disney tivesse desistido no curta de número 100, ele nunca teria chegado ao 400.

Se você desistir porque “postou três conteúdos e não viralizou”, bom...

Talvez a internet realmente não seja para você.

Agora, se você entende que o jogo é de longo prazo, que é normal errar no começo, e que cada conteúdo é um treino para o próximo...

Então pode ser que, um dia, você crie seu próprio Branca de Neve.

A questão é: você vai resistir até lá?

Espero que sim.

E espero te ajudar até lá.

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