Eu saí da minha cidade natal aos 19 anos de idade.

Loucura? Talvez, mas aprendi isso...

Aos 19 anos, eu saí da casa dos meus pais e me mudei para Belo Horizonte para estudar Administração na UFMG.

Dia da minha mudança.

Hoje, eu já me formei e tenho sim minhas saudades, mas quando me mudei era um mundo totalmente estranho…

Cidade nova.

Sem conhecer ninguém.

Tendo que assumir responsabilidades que, até então, eu nem sabia que existiam.

Se antes as coisas simplesmente aconteciam (comida pronta, casa limpa, conta de luz paga), agora tudo dependia de mim.

  • Se eu não fizesse mercado, não tinha comida.

  • Se eu não lavasse a roupa, não tinha o que vestir.

  • Se eu não me organizasse, o caos se instalava.

Se eu esquecesse de pagar uma conta… bom, digamos uma vez eu ativei o desbloqueio por confiança na internet e uma outra um técnico da CEMIG foi no apartamento religar a luz hahaha.

E não foi só isso.

Morar sozinho não é só sobre pagar boletos e (tentar) cozinhar arroz sem queimar. É sobre resolver pepinos que você nunca nem imaginou que um dia precisaria resolver.

Por exemplo, um belo dia, minha pia da cozinha simplesmente não fechava de jeito nenhum.

(Afinal, por que uma casa alugada haveria de facilitar minha vida?)

E lá estava eu, encharcado, com água pra todo lado e um Google aberto com a pesquisa:

“como consertar pia da cozinha sozinho sem chamar um encanador porque eu sou estudante e não tenho dinheiro.”

Nessas horas, não tinha escolha. Era aprender na marra ou viver no caos.

E eu até gostaria de dizer que, depois de um tempo, virei um mestre da organização e que minha casa era impecável… mas a real é que rolava uma baguncinha.

  • Tinha dia que a louça acumulava.

  • Tinha dia que a roupa ficava presa na máquina (e eu tinha que lavar de novo, pois uma vez que ela tá fica 1-2 dias ali, mesmo limpa, o cheio é bem ruim).

  • Tinha hora que eu fingia que não via o pó acumulando no chão.

Porque morar sozinho não é sobre ser perfeito.

É sobre aprender a se virar, encontrar um jeito de manter o básico funcionando e aceitar que, às vezes, o processo não vai ser bonito.

E, pensando bem…

Criar conteúdo é meio parecido.

No começo, parece que você não sabe fazer nada direito.

Você quebra a cabeça, aprende no susto, resolve as coisas do jeito que dá.

E, muitas vezes, o cenário não é perfeito, mas o importante é continuar no jogo.

Se você espera que tudo esteja pronto, alinhado e perfeito pra começar, você nunca vai começar.

E se tem uma coisa que morar sozinho me ensinou é que:

Feito, mesmo que com uma baguncinha, é sempre melhor do que perfeito e não feito.

Morar sozinho me ensinou que, se eu ficasse esperando estar 100% pronto para tudo, minha vida ia virar um caos.

  • Se eu só fosse ao mercado quando estivesse com vontade, eu passava fome.

  • Se eu só limpasse a casa quando estivesse motivado, eu ia ser engolido pela sujeira.

  • Se eu só estudasse quando a matéria fizesse total sentido, eu ia me ferrar nas provas.

No contéudo, tem gente que passa meses esperando ter o produto perfeito, o nicho perfeito, o post perfeito… e nunca posta nada.

Ou então, posta uma vez, olha o engajamento, acha que não ficou bom o suficiente e some.

O problema é que essa mentalidade de “só faço se for perfeito” paralisa.

Enquanto você fica na teoria, planejando tudo nos mínimos detalhes, alguém que está simplesmente fazendo já saiu na sua frente, mesmo errando, mesmo sem tudo no lugar.

E aqui vai a grande sacada:

O progresso está no movimento, não na perfeição.

Morar sozinho me ensinou que a pia nem sempre vai estar brilhando, o chão nem sempre vai estar impecável e, de vez em quando, a louça vai acumular.

Mas se eu fizesse pelo menos o básico, eu já saía do estado de caos.

E o básico bem-feito já era infinitamente melhor do que nada feito.

  • O post simples e direto, publicado, vale mais do que o carrossel perfeito que nunca sai do rascunho.

  • O vídeo sem edição profissional, postado, gera mais impacto do que o roteiro genial que nunca vira vídeo.

  • O texto sincero e autêntico, compartilhado, cria mais conexão do que a copy estratégica que nunca vê a luz do dia.

Eu não tô dizendo pra você fazer de qualquer jeito.

Mas sim pra entender que é no fazer que você aprende.

  • Se eu não tivesse tentado consertar aquela pia sozinho, eu teria uma conta de água 100x mais cara.

  • Se eu não tivesse encarado o desafio de morar sozinho, eu nunca teria aprendido a me virar.

  • Se você não começar a criar agora, do jeito que dá, quando é que vai começar?

No final das contas, tanto na vida quanto no conteúdo, a lição é a mesma:

A baguncinha do progresso é muito melhor do que a paralisia da perfeição.

Apenas comece.

Não amanhã.

Não segunda que vem.

Não ano que vem.

Hoje.

Bora?

Ps.: Se eu te ajudei com esse e-mail, pode ser que ele ajuda também outra pessoa, então indique a Bastidores da Criação pra um outro criador (e ainda ganhe alguns mimos)