🎬 Bastidores da Criação #07

O que fazer quando tudo dá errado

Opa, Criador! Como vai? Essa é a 7ª edição dos Bastidores da Criação, uma newsletter onde eu mostro a minha rotina real de produção de conteúdo para mim e para meus clientes, levando todos os Bastidores, Perrengues e Sucessos de um Criador de Conteúdo.

E hoje nós vamos falar sobre o que fazer quando tudo dá errado.

Dois lados da moeda.

"Se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo a causar o maior estrago possível.”

Pessimista, não? Essa é a “Lei de Murphy”.

Ao contrário dos otimistas que dizem “No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.”

Bom, você e eu sabemos que os dois extremos, o de dar tudo certo, ou de dar tudo errado, não estão certos.

Ninguém sabe se vai dar certo ou vai dar errado.

Mas a verdade é que, existem momentos em que tudo vai conforme os planejados, e até melhor, pois contamos com a sorte.

E existem momentos em que tudo dá errado, principalmente o que não está no nosso controle, e até pior, pois contamos com o azar.

É sobre esses últimos que vamos falar hoje, pois foram um pouco das duas últimas semanas.

Não precisa ser tão dramático.

Tuuuudo dar errado é muita coisa, eu sei, mas várias coisas deram errado.

Por exemplo, há 1 mês combinei de começar a jogar Tênis com meu Sócio

  • Na primeira semana, pensei que ia, mas estive com canelite;

  • Na segunda semana, pensei que ia, mas choveu mundos e a quadra não ficou disponível;

  • Na terceira semana, pensei que ia, mas peguei dengue;

  • Na quarta semana, pensei que ia, e finalmente fui (amém!).

E os negócios?

O mesmo processo se repetiu também, na produção de conteúdo.

Minha equipe teve problemas que fogem ao seu controle:

Clima e Tempo, Família, Doenças, Mudanças… tudo fora do planejado.

Eu mesmo, tive Dengue e fiquei ausente por quase uma semana.

No Hospital, numa Segunda-Feira à tarde, tomando Soro.

O que acabou que atrapalhou nossos planos para avançar com alguns projetos e me preocupou com a qualidade do que estávamos entregando para os clientes.

Foram várias micro-derrotas em um curto período de tempo, mais do que todas do último ano, juntas.

Micro-Derrotas

Micro-Derrotas vs Derrotas Máximas.

Eu me recordo do Ícaro de Carvalho ter utilizado essa analogia (talvez não com esses termos).

Esse processo longo, demorado, com coisas fora do meu controle que deram errados são micro-derrotas (ou micro-problemas) que aconteceram durante esse mês.

Todos me levam distantes do meu objetivo final, mas não são uma Derrota Máxima.

O que seria uma?

A Morte.

Essa é a maior derrota possível.

Com as Micro-Derrotas nós podemos lidar.

Elas virão, pode ter certeza.

Micro-Derrotas virão.

Na criação de conteúdo então, nem se fala.

  • Criar conteúdo vai ser desgastante.

  • Criar conteúdo vai custar seu tempo.

  • Criar conteúdo vai sugar a sua energia.

  • Criar conteúdo vai incomodar você e “os outros”.

  • Criar conteúdo vai te trazer inúmeras micro-derrotas.

Criar conteúdo é um desafio, e como Ted Lasso nos diz:

Aceitar um desafio é muito parecido com montar um cavalo, não é? Se você se sente confortável enquanto está fazendo isso, provavelmente está fazendo errado.

Ted Lasso

Desafios são feitos para incomodar, as vezes, até demais, e para superar eles é preciso muito mais do que técnica ou conhecimento.

Técnica vs Comportamento.

A maioria dos profissionais de marketing sabe traçar uma campanha de vendas decente.
A maioria dos profissionais de marketing sabe usar de gatilhos para fazer uma copy.
A maioria dos profissionais de marketing sabe gerenciar redes sociais.

Isso é técnica.

A maioria dos profissionais de marketing não consegue trabalhar com pressão constante.
A maioria dos profissionais de marketing não consegue gerenciar e liderar uma equipe.
A maioria dos profissionais de marketing não consegue lidar quando tudo dá errado.

Isso é comportamento.

E não estou dizendo que faço isso com perfeição, estou longe disso.
Mas uma vez que a técnica é aprimorada…
O comportamento não pode ficar para trás.

Isso é comprovado.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, pelo Instituto de Pesquisa de Stanford e pela Fundação Carnegie mostrou que 85% do sucesso no trabalho vem de habilidades interpessoais bem desenvolvidas (as chamadas Soft Skills) e apenas 15% de habilidades técnicas1 .

O que eu fiz nesses dias de caos.

Não foram dias fáceis, eu confesso.

Mas um pensamento que não saiu da minha cabeça foi, do início ao fim de cada dia de trabalho:

“Como eu posso melhorar o meu produto hoje”

  • Como eu posso ofertar um melhor serviço?

  • Como eu posso melhorar o sistema para errar menos?

  • Como eu posso deixar as informações mais claras para meu cliente?

Assim como se eu estivesse montado num cavalo, eu não estava confortável, e o incômodo gerou movimento.

Gerou um gostinho de que: “Eu posso fazer mais, eu posso fazer melhor”.

Essa esperança, transformada em ação, foi o que me moveu quando o caos esteve presente, junto com um outro fator:

Quem caminha ao seu lado.

Tanto minha equipe, quanto meus clientes, estavam nessa jornada.

A equipe que está buscando cada vez mais se tornar melhor na técnica e no comportamento.

E também os clientes, afinal, sem eles nada disso seria possível.

Alguns que inclusive me mandaram sugestões do que poderíamos implementar, do que poderíamos aplicar para melhorar determinada parte do serviço.

E isso foi essencial.

Porque eles se tornaram muito mais do que clientes, mas parceiros de negócio, onde tanto eu estou ali para ajudar a melhorar o produto, serviço e marketing que eles tem, quanto eles estão comigo para me dar um feedback constante do que pode ser melhorado.

O importante, nesse tempo, foi não permanecer parado, confortável.

Acredite em acreditar.

“Believe” — Lema Icônico da Série Ted Lasso

Conteúdo é um jogo de paciência. É como qualquer outra empresa ou negócio.

Exige tempo, esforço, dedicação, investimento (de esforço e de dinheiro).

E acima disso, acreditar.

Tanto quanto qualquer habilidade, o resultado desse jogo, está ligado ao seu comportamento quando as coisas dão certo e quando dão errado, principalmente quando elas dão errado (porque elas vão dar).

Quando estiver nesses dias, lembre-se:

Acredite em mudar; Não em estagnar.
Acredite em melhorar; Não em permanecer.
Acredite em acreditar; Não em desesperar.

🎯 Ações a serem tomadas

O que você pode fazer quando acabar essa carta para colocar as coisas em prática?

  • Pense: O que eu posso fazer para melhorar o produto ou serviço que entrego?

    • Melhorar a Qualidade?

    • Aumentar a Velocidade?

    • Aprimorar os Processos?

  • Pesquise: Pegue 3 referências de boas práticas que seus concorrentes diretos fazem, inspire-se neles e modele para aplicar em seu negócio.

  • Descanse: Não se sobrecarregue.

🎬 Bastidores da Rotina

🏃 Para quê estou treinando? Comecei a Treinar Tênis e jogar Basquete, para alimentar o meu lado competitivo, que é difícil de ser saciado na Academia, onde não tem competição direta. Enquanto isso, procuro um ortopedista para Canelite.

📚 O que estou lendo? Comece pelo porquê — Simon Sinek. Se você quer começar um negócio da maneira correta, comece pelo porquê, e esse livro te mostra o motivo disso (do mesmo criador do Golden Circle).

⛰️ Acompanhamento das Metas do Ano

  • 100 inscritos na newsletter ao fim do ano [atual: 51] [+11] 🟢

  • 40 newsletters escritas no ano todo [atual: 7] [+1] 🟢

  • 3.000 seguidores no Instagram [atual: 2.080] [+42] 🟢

  • 100 posts no Instagram no ano todo [atual: 11] [+2] 🟢

⌛ Faltam 301 dias para o ano acabar

🗃️ Referências do Texto