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🎬 Bastidores da Criação #11
Quem você admira?

Opa, Criador! Como vai? Essa é a 11ª edição dos Bastidores da Criação, uma newsletter onde eu mostro a minha rotina real de produção de conteúdo para mim e para meus clientes, levando todos os Bastidores, Perrengues e Sucessos de um Criador de Conteúdo.
E hoje começaremos com uma pergunta: Quem você admira?
Eu queria ser diferente.
Eu quero ter a grana do Thiago Finch.
Eu quero ter a família do Ítalo Marsili.
Eu quero ter os seguidores do Oney Araújo.
Eu quero ter os vídeos da Hannah Franklin.
Eu quero ter a vida do Wendell Carvalho.
Eu (pausa dramática) quero?
Com o verbo no presente?
Alguns dias atrás eu ouvi um podcast do Morgan Housel¹, onde ele faz diversas perguntas que todos deveríamos nos perguntar, ao menos uma vez na vida.
A última, mexeu comigo, tanto que decidi basear essa newsletter inteira nela, ele pergunta o seguinte:
Who do I look up to that is secretly miserable?
Traduzindo para o português…
Quem eu admiro que é secretamente infeliz?
Eu não sei a resposta.
Vamos pegar como base os nomes que citei logo no começo: Finch, Marsili, Oney, Hannah, Wendell…
Você conhece, realmente, a vida deles?
E com essa pergunta, eu não quero desmerecê-los, afinal, só peguei eles de referência por serem autoridades no nicho em que atuam e terem sucesso no que fazem, mas você pode substituir esses nomes por qualquer um que você admira, tendo milhares de seguidores ou não.
A verdade é que eu não sei a resposta para essa pergunta, e, ao menos que você partilhe boa parte das experiências da sua vida com essas pessoas, é provável que você também não.
Afinal nós não vivemos a vida de quem tanto admiramos.
Nós observamos, como espectadores, uma pequena parte dela, e com base nessa visão míope tiramos nossas próprias conclusão.
Ah, e é claro! Comparamos nossa vida à vida deles (não poderia esquecer essa parte).
Eu não paro de me comparar.
Observe a imagem abaixo:
Ela nos mostra justamente o perigo dessa armadilha.
O que você e eu vemos, são somente recortes, selecionados, que as pessoas desejam mostrar, desejam que você fique sabendo, mas existe uma infinidade de coisas que acontecem que nós não temos a menor ideia e que se soubéssemos… bem, não sei o que faríamos — nós mesmos selecionamos o que queremos ou não mostrar, e não tem nada de errado em não mostrar a fralda vazada do seu filho, ou a maratona de séries que você virou a madrugada assistindo.
O intuito da pergunta “Who do I look up to that is secretly miserable?” não é apontar o dedo ou julgar se a vida de alguém é feliz ou infeliz, se ele é “certo” ou “errado”.
Mas sim nos fazer refletir que nós não conhecemos aquilo que julgamos ser admirável, e fazemos a comparação mais injusta possível:
Um palco contra um bastidor.
Palco vs Bastidores
Essa é uma luta ganha antes mesmo de se entrar para o ringue.
É óbvio que o que é mostrado no Palco irá vencer, afinal, o que é mostrado no Palco é sempre…
Mais belo
Mais bonito
Mais preparado
Mais esplêndido
Mais organizado
Do que a bagunça e desorganização que muitas vezes ocorrem nos bastidores.
Por isso, ficar se comparando, com quem quer que seja (principalmente nas redes sociais) é uma puta injustiça que você faz com você mesmo.
“Eu comparo toda a bagunça da minha vida com a vida maquiada de outra pessoa” — Lendo em voz alta a gente percebe o quão ruim é seguir por esse caminho.
E, mais uma vez, como estou pisando em ovos, para não deixar dúvidas, com “vida maquiada” não quero dizer que seja mentira, mas sim que só vemos um recorte.
Sem levar em conta o fato de que a sua jornada é única.
Não queira ser diferente.
Quando eu digo que sua jornada é única, não estou para brincadeira.
Você sabe qual a probabilidade de você ter nascido? Digo… você “você”. De toda sua árvore genealógica ser exatamente a que é hoje até chegar a você
Alguns estudos dizem que é de 1 em 400 trilhões. Eu nem sei quanto é 400 trilhões, mas para ficar mais fácil de entender…
É mesma probabilidade de 2.5 milhões de pessoas se reunirem - aproximadamente a população de Belo Horizonte (MG) - para jogarem um dado que tem trilhões de lados. Cada uma delas joga os dados e todas obtêm exatamente o mesmo número, digamos, 450.353.279.001.²
Literalmente, praticamente impossível, mas parece que coisas impossíveis ocorrem com mais costume do que imaginamos.
Sabendo disso, é hora de agir, e não querer ser diferente, mas sim mostrar a sua jornada, história, crenças e valores — agora mais únicos do que nunca — através do seu conteúdo.
É nisso que acredito. Para aplicar, vou deixar algumas sugestões abaixo.
🎯 Ações a serem tomadas
O que você pode fazer quando acabar essa carta para colocar as coisas em prática?
Pare de seguir ou silencie as pessoas com quem você se compara;
Anote 3 coisas que você acredita no nicho que você atua
Exemplo (Finanças): Não invista com base em dividendos
Exemplo (Conteúdo): O número de seguidores não importa
Faça 3 conteúdos explicando essa sua crença e poste até o fim de Julho
🎬 Bastidores da Rotina
🏃 Para quê estou treinando? Estou recuperando minha forma na Academia, talvez participe de uma corrida dia 28 desse mês — veremos.
📚 O que estou lendo? Terminando “Como fazer amigos e influenciar pessoas” do Dale Carnegie, além de estar lendo “Teologia do Corpo para Iniciantes” do Christopher West
🤝 Como eu posso te ajudar?
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🗃️ Referências do Texto
⛰️ Acompanhamento das Metas do Ano
100 inscritos na newsletter ao fim do ano [atual: 59] [+7] 🟢
40 newsletters escritas no ano todo [atual: 12] [+1] 🟢
3.000 seguidores no Instagram [atual: 2.498] [+440] 🟢
100 posts no Instagram no ano todo [atual: 68] [+46] 🟢
⌛ Faltam 162 (!) dias para o ano acabar