🎬 Bastidores da Criação #08

Pense Nisso Antes de Criar Conteúdo

Opa, Criador! Como vai? Essa é a 8ª edição dos Bastidores da Criação, uma newsletter onde eu mostro a minha rotina real de produção de conteúdo para mim e para meus clientes, levando todos os Bastidores, Perrengues e Sucessos de um Criador de Conteúdo.

E hoje nós vamos falar sobre o que fazer quando tudo dá errado.

Criar conteúdo não é para todo mundo.

Eu já vi muita propaganda assim:

  • Toda empresa PRECISA criar conteúdo;

  • Toda empresa PRECISA de um editor de vídeo;

  • Toda empresa PRECISA de um designer;

  • Toda empresa PRECISA de [insira seu nicho aqui];

A verdade é que, se todos os serviços são essenciais, nenhum acaba sendo.

E com Criação de Conteúdo, não é tãããão diferente assim.

Nem todo mundo, ou toda empresa, precisa de criar conteúdo.

É opcional. Depende.

Depende do seu modelo de negócio, da sua forma de captação de clientes, do seu foco (ou não) no longo prazo, e, por fim, depende do seu porquê.

O que vem antes de criar?

Quando você decide criar conteúdo, seja para qual rede social for, é como se você se abrisse um negócio.

Na verdade, não é como, é um modelo de negócio.

E além de saber coisas como custos, receitas, projeções de fluxo de caixa, matriz SWOT é preciso se fazer uma pergunta antes:

Por que eu quero criar conteúdo?

Você gosta de ensinar as pessoas?

Você gosta de criar memórias para as pessoas?

Dando exemplos de Nicho…

Você gosta de mostrar a verdade por trás do mercado financeiro?

Você gosta de ajudar as pessoas a serem independentes?

Você gosta de fazer as pessoas pensarem diferente?

Você gosta de inspirar alguém a mudar o mundo?

Por que você quer criar conteúdo?

Talvez você tenha a resposta, ainda…

Mas essa citação pode te ajudar.

Game Changer

Jobs, o Steve, em uma entrevista, disse uma vez:

“Este é um mundo complicado. Há muito ruído. Há muito barulho.

Não temos a chance de fazer com que as pessoas se lembrem muito sobre nós.

Nenhuma empresa tem.

E é por isso temos que precisamos ser bem claros sobre o que fazemos.

Sobre nossa audiência. Sobre nossa missão. Sobre o agora.

Toda marca precisa ser regada como uma planta se quiser manter sua relevância no mercado e na mente dos consumidores.

E a maneira de fazer isso não é falando de bits e megahertz.

Não é dizer que somos melhores que Windows.

Não é, inclusive, falando sobre nossos produtos.

O melhor exemplo de marketing que o universo já viu é a Nike.

Lembre-se que a Nike vende uma mercadoria. Eles vendem sapatos.

Mas quando você pensa na Nike, você sente algo diferente de uma empresa de calçados, pois eles nunca falam sobre seus produtos nos anúncios.

Eles não se gabam de ter os tênis mais bonitos, mais leves ou mais velozes.

Assim como não comparam as solas dos seus tênis com Adidas ou Reebok.

O que a Nike faz em seus anúncios é honrar grandes atletas e tudo o que é atlético”

Esse exemplo torna claro uma coisa:

Não é o que você faz, nem como você faz, mas porque você faz.

A Nike é um case excepcional, assim como a Apple também pode se encaixar, de empresas que vão muito além do que vendem, e conseguem levar a esse mundo que vivemos suas crenças e valores por meio dos produtos que vendem.

Note, o produto é só um meio para tornar material a mudança desejada pelo seu porquê.

O produto pode mudar, diria até que deve.

A Apple pode parar de fabricar iPhones, e passar a fabricar outros produtos que expressam melhor a transformação que ela quer fazer.

Afinal, ela já parou de vender iPods, por exemplo.

  • O produto é meio, e não fim, ele pode mudar.

  • O seu método é meio, e não fim, ele pode mudar.

  • A sua consultoria é meio, e não fim, ela pode mudar.

  • O seu curso é meio, e não fim, ele pode mudar.

Principalmente quando falamos de PESSOAS (e não de empresas) criando conteúdo, isso se tornar mais real.

Afinal, que pessoa não tem gostos, crenças, opiniões, valores, princípios, que as movem e por quais elas vivem todos os dias?

O seu último diferencial é o seu porquê.

Algumas edições atrás, eu escrevi um pouco sobre isso, e cabe muito bem repetir aqui:

  • Existem milhares, quiçá milhões de conteúdos sobre lançamentos no Google, mesmo que o meu conteúdo seja de qualidade.

  • Existem milhares, de outros criadores de conteúdo sobre lançamento, co-produção e afins, mesmo que eu seja um ótimo criador de conteúdo

  • Existem pessoas com mais experiência e mais qualificadas do que eu para falar sobre o assunto, mesmo que eu já tenha acumulado alguns resultados expressivos na área.

No fundo, o último diferencial, o último argumento é que você está lendo essa newsletter porque eu sou eu.

Você está lendo porque, de alguma forma ou outra, você se identificou comigo, com meus valores, com o que eu acredito…

  • Seja uma vida mais frugal.

  • Seja ser transparente e sincero.

  • Seja por eu ser jovem e ainda fazer faculdade.

  • Seja por buscar melhorar pouco a pouco minha espiritualidade, saúde e trabalho.

Eu não sei o motivo. Mas sei que você tem valores parecidos.

Porque no fim, o seu último diferencial é você.

São seus valores.

São suas crenças.

Não esconda, por favor.

Não esconda seus valores.
Não esconda aquilo que você pensa.
Não esconda seus princípios.

Fale cada vez mais sua opinião.
Mostre cada vez mais o que você pensa diferente.
Desafie o status quo.

Esse, é o meu porquê, o motivo dessa newsletter, do meu trabalho e da Criação de Conteúdo:

Semear ideias e valores que valham a pena o esforço.

Espero ter ajudado você a semear a sua.

Isso é tudo por hoje, até a próxima Semana,

Roberto Lopes

🎯 Ações a serem tomadas

O que você pode fazer quando acabar essa carta para colocar as coisas em prática?

  • Veja esse vídeo para ajudar a Descobrir o seu porquê (17min — Simon Sinek)

🎬 Bastidores da Rotina

📚 O que estou lendo? Comece pelo Porquê — Simon Sinek. A Inspiração dessa Newsletter.