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🎬 Bastidores da Criação #24
A realidade sobre criar conteúdo enquanto fazia faculdade

Opa, Criador! Como vai? Essa é a 24ª edição dos Bastidores da Criação, uma newsletter onde eu mostro a minha rotina real de produção de conteúdo para mim e para meus clientes, levando todos os Bastidores, Perrengues e Sucessos de um Criador de Conteúdo.
Perfeição na imperfeição.
Começar a criar conteúdo enquanto ainda está na faculdade é um desafio, sem dúvida.
São duas responsabilidades enormes, que demandam tempo, energia, e uma dose extra de coragem (talvez, imprudência?).
A verdade é que é complicado, e nem sempre dá para fazer tudo perfeitamente. E foi assim que aprendi a lidar com o “não vai dar para fazer tudo” de forma realista.
Minha rotina era enquanto fazia ambos era simples, mas intensa.
Acordava cedo, ia para a faculdade, por volta das 07h30 tinha minha primeira aula. Logo depois das aulas, normalmente voltava para treinar com o Pedro, um grato amigo que fiz nesses tempos.
Meu tempo de trabalhar e criar conteúdo era, em sua maioria, a tarde e a noite. E, claro, tinha as tarefas da casa — que, confesso, às vezes se transformavam em um verdadeiro “controle da bagunça”.
Não posso dizer que consegui manter tudo em equilíbrio o tempo todo.
Na maioria das vezes, o que me salvou na faculdade foi focar 100% nas aulas e absorver ao máximo o que eu conseguia naquele momento. Era uma forma de ganhar tempo e aproveitar o que cada disciplina tinha a oferecer.
Mas também houve dias em que precisei faltar para resolver questões urgentes do trabalho. Não era o caminho convencional, mas era o que eu precisava fazer para equilibrar as duas coisas.
Olhando tudo isso…
Vale a pena fazer faculdade?
Uma pergunta que sempre volta é: “Por que passar por tudo isso?” "Será que vale a pena fazer faculdade?"
É uma pergunta legítima, que há dez anos pareceria impensável para muitos.Naquela época, fazer faculdade era quase uma certeza, um passo obrigatório.
Mas, agora, com cursos online, mentores, gurus digitais e até inteligência artificial, as alternativas se multiplicaram e a dúvida só aumenta.
Então, vale a pena mesmo?
O que faz alguém sair de casa aos 18 anos, abandonar o conforto da cidade natal, e passar 4 anos dedicando todo o seu tempo e energia a uma instituição?
São quatro anos — ou, no meu caso, dois deles isolado pela pandemia — em uma rotina que muitas vezes parece longa, solitária e simples.
E o maior investimento aqui não é dinheiro; é o tempo, o ativo mais valioso que temos.
Eu sei que a resposta para essa pergunta não é simples, e muitos podem dizer que não, que não vale mais.
Que a faculdade é lenta demais, teórica demais, que há outras maneiras mais rápidas de aprender e conquistar sucesso.
E, em parte, eu até concordo.
Mas posso te dizer que sim, para mim valeu.
E talvez você queira me ouvir um pouco.
Um diploma não define quem eu sou, e nem o sucesso que terei na minha carreira. Tampouco a instituição que escolhi irá, por si só, garantir qualquer coisa.
Mas há algo mais profundo, um conhecimento e uma experiência que a faculdade carrega e oferece — algo que um curso online criado há 1 ano atrás, por mais valioso que seja, não consegue entregar da mesma forma.
Vale a pena criar conteúdo?
Agora, sobre se vale a pena criar conteúdo, tenho que te dizer que criar me dá uma sensação de propósito, algo que vai além dos números de visualizações ou de seguidores.
É um processo de aprendizado constante, de expressão, de estar em contato com algo que me motiva a crescer. Até o momento, tenho uma audiência pequena, e tudo bem.
Eu crio porque acredito no que faço, porque me permite explorar um lado meu que a faculdade, por mais valiosa que seja, não consegue alcançar — na verdade, creio que foi quase complementar para mim.
Enquanto na faculdade, eu via a teoria, criando conteúdo e montando meu negócio, eu partia para prática.
Criar conteúdo exige paixão, exige que você se importe genuinamente com o que está fazendo. É sobre gostar do seu nicho, mesmo que isso não signifique alcançar resultados enormes de imediato.
E, na verdade, acho que essa é uma das maiores lições que aprendi: que sucesso, seja lá o que isso signifique, não vem de um dia para o outro. É um jogo de paciência e dedicação.
Pise nos pratos quebrados.
Hoje, a criação de conteúdo me trouxe algo que eu jamais imaginava: a capacidade de decidir como será minha rotina, de definir o que faço com meu tempo.
Morgan Housel, no livro A Psicologia Financeira, fala sobre esse “senso de controle sobre a própria vida e o próprio tempo” como um dos principais fatores para a felicidade.
Se quero correr pela manhã, posso. Se prefiro gravar um vídeo à tarde, é uma escolha minha. É uma liberdade que me permite construir minha própria rotina, e isso, para mim, é de um valor inestimável.
Enquanto a universidade, mesmo longe de ser perfeita, me mostrou que é muito mais que um curso.
Há momentos em que, sim, falta praticidade, conexão com o mercado e um ritmo mais rápido. Mas ela é, mais do que um conjunto de informações, uma tradição de conhecimento acumulado, um espaço onde, além de aprender sobre administração, marketing ou o que quer que seja, você aprende a pensar criticamente, a questionar, a se adaptar.
No caso da UFMG, ela não me formou apenas como graduando em Administração. Ela moldou uma parte essencial do meu caráter.
Me forçou a sair da zona de conforto, a lidar com desafios que nunca teria enfrentado no conforto da minha cidade natal. Ela me ensinou a viver por conta própria, a construir minha própria rotina e a encarar o desconhecido. E, para mim, esse aprendizado não tem preço.
Então, enquanto alguns podem dizer que a faculdade é coisa do passado, eu vejo nela um valor que transcende o diploma.
Por fim, se tem algo que aprendi nesse tempo todo, é que ninguém consegue manter o equilíbrio o tempo todo.
A gente se cobra muito, tenta seguir aquele roteiro perfeito, onde nunca falhamos, nunca perdemos uma aula, nunca deixamos um vídeo mal editado.
Mas a vida não funciona assim.
O que importa, no fim, não é a perfeição, mas a persistência. Você não vai conseguir equilibrar todos os pratos da sua vida ao mesmo tempo (o importante, é não deixar os mais importantes, como a família, caírem).
Então, calce um sapato e continue a caminhar, pisando nos pratos quebrados.
Essa é a Obra, documente-a.
🎬 Bastidores da Rotina
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